A Reforma Tributária está antecipando uma decisão que, para muitas empresas do Simples Nacional, costumava ficar para janeiro.
A partir de setembro, existe uma janela para que o empresário avalie como pretende tratar o IBS e a CBS a partir de 2027: mantê-los dentro do regime unificado ou optar pelo recolhimento pelo regime regular.
Essa escolha pode parecer apenas tributária, mas seus efeitos vão muito além da apuração dos impostos.
Para empresas que vendem para outras empresas, por exemplo, o modelo escolhido pode influenciar o aproveitamento de créditos tributários pelos clientes, a formação de preços e até a competitividade comercial.
É o chamado “Simples híbrido”: a empresa permanece no Simples Nacional, mas recolhe IBS e CBS pelo regime regular.
Por isso, a pergunta não deveria ser apenas “qual opção paga menos imposto?”
É preciso avaliar como cada alternativa conversa com o perfil dos clientes, a operação e o planejamento financeiro da empresa.
Como explica Flávia Moreira:
“A Reforma Tributária está transformando escolhas tributárias em decisões estratégicas de negócio. O empresário precisa analisar antes de escolher, e não depois de descobrir as consequências.”
Deixar essa análise para depois pode significar chegar a 2027 com uma escolha feita sem considerar os impactos sobre o próprio negócio.
Na Reforma Tributária, planejamento não é esperar a regra entrar em vigor. É se preparar para decidir antes.
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